Raissa Lennon

Raissa Lennon
"siga seus próprios sonhos, porque ninguém pode viver o sonho do outro"

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Democracia Transviada.


É com um pesar grande que venho através deste texto, demonstrar toda a minha indignação diante da decisão do Supremo Tribunal Federal que neste dia, 17 de junho, retirou a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista. Desmerecendo assim uma classe que sabe da importância da informação, sabe que uma informação errada pode arruinar vidas, matar pessoas, sabe que é um absurdo dizer que qualquer pessoa pode fazer jornalismo, e sabe que jornalismo não é literatura, muito menos arte, como foi falado de maneira infeliz pelos juízes que aprovaram esse desatino. Desrespeitaram também um grande público de estudantes que assim como eu, acreditavam em um jornalismo mais justo, ético e transformador e que ao contrário, queriam a melhor regulamentação da profissão, a criação de um conselho e afins. E que agora se vêem perdidos, e completamente desacreditados na dignificação da profissão. É triste ver que um país que tem tudo para evoluir, retrocedeu 40 anos, prejudicando radicalmente a sociedade.
Foi alegado que todos possuem o direito a liberdade de expressão, portanto qualquer um pode fazer jornalismo, o que eles não entendem é que isso nada tem haver com a habilidade, a técnica, o método de informar, editar, redigir, enfim, trabalhar a comunicação com seriedade, ou seja, distorceram completamente o termo. Todos, absolutamente todos tem direito a se expressar, assim como todos, absolutamente todos, possuem o direito a informação verossímil e competente, e na verdade esse é o papel do comunicador, aproximar a população de seus direitos e deveres, assim como mostrar a realidade de maneira séria. Essa decisão é arbitrária, despótica, mostrando que o Brasil está muito longe da democracia, que tanto eles tentam nos fazer crer.


terça-feira, 19 de maio de 2009

Alguém quer musicar?


Há algo mais entre esses risos, espero que seja assim.
Algo de só, entre os amigos espero que fiquem aqui.
A cada hora é mais fácil perceber
Que não se pode entregar a sorte coisas do coração.
Sinto a sua indiferença transcender
Eu só queria te lembrar de todo o antes.

Pode ser até que seja de se buscar o culpado
Pras nossas ofensas maiores.
Por que fica mal saber de tantas coisas
Melhor alhiar-se a ninguém.
Tantas palavras exercidas sem pensar
Pior repercutiriam com quem tem
Coisas mais sábias a dizer.

Há algo mais entre essas páginas
Espero que morra aqui.
Algo de só, entre as paredes
Com tanto que eu possa sair.

Então que seja fácil de lembrar
O começo de nossa amizade banal.
Pode ser até que seja de se buscar o culpado
Pras nossas ofensas maiores.
Por que fica mal saber de tantas coisas
Melhor alhiar-se a ninguém.

A distração de Clarisse


Clarisse sempre foi uma menina muito distraída, em todos os sentidos da vida, desde as coisas mais banais até as mais indignas de erro.
Esse defeito para alguns se tornará uma qualidade, pois suas distrações eram tão continuas e exageradas que chegavam a ser cômicas.
Sempre naquelas rodadas em que os amigos se reuniam para conversar, eram colocadas em pauta as ‘’mancadas’’ da menina, como no episódio em que ela bateu de cara no poste, por que estava andando sem olhar pra frente. Ou quando derramou refrigerante no diretor de sua escola sem querer. Ou ainda quando esquecia seus livros na sala, e sempre vinha alguém gritando:
- Clarisse o teu livro!
As pessoas riam de Clarisse e Clarisse ria de si mesma.
Contudo, a pior distração de Clarisse não foi o poste, nem o refrigerante, muito menos os livros.
Sua pior distração foi Carlos, seu melhor amigo.
Sempre estavam grudados um no outro, gostavam das mesmas músicas, dos mesmos filmes, riam das próprias piadas sem graça, que só eles entendiam. Enfim, pertenciam ao mesmo mundo singelo.
Foi quando de repente tudo se confundiu, e Clarisse distraidamente apaixonou-se por Carlos.
E quando não dava mais para suportar, Carlos recebeu um pequeno bilhete:
‘’ Acho que quero algo mais que a sua amizade, é mais forte do que eu desculpe. Não quero estragar nada. Te adoro. Ass.: Clari.’’
Carlos ficou surpreso e resolveu conversar com a ela, foi bem verdadeiro e disse que a amava. Apenas como uma amiga, Clarisse entendeu tudo e sofreu sua primeira decepção amorosa. Prometeu a sua consciência:
‘’- nunca mais vou me apaixonar desse jeito, ainda, mas por um amigo’’
Pobre Clarisse, mal ela sabe que esse tipo de distração não depende de nós...

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