Meus pais são psicólogos, mas uma de suas paixões é o ensino. São professores por amor e tem orgulho disso. Digo até que para o meu pai, ensinar é um de seus afazeres preferidos, uma vez ele me disse que não tinha prazer maior, do que estar dentro de uma sala de aula. Mas, meu pai tem um pequeno 'problema', ele tem disfemia, popularmente conhecido como gagueira, e o mas engraçado é que somente quando ele está ensinando, a gagueira desaparece, e suas palavras fluem naturalmente. É, ser professor deve ter algo de dom, misturado com dedicação e carisma. Uma função única, ímpar, especial, que infelizmente no Brasil, é tão desvalorizada. Poucos são os professores que levamos em nosso coração pela vida toda, com um carinho sincero, e com ares de admiração. Ser professor não deve ser uma tarefa fácil. domingo, 22 de maio de 2011
Ser professor
Meus pais são psicólogos, mas uma de suas paixões é o ensino. São professores por amor e tem orgulho disso. Digo até que para o meu pai, ensinar é um de seus afazeres preferidos, uma vez ele me disse que não tinha prazer maior, do que estar dentro de uma sala de aula. Mas, meu pai tem um pequeno 'problema', ele tem disfemia, popularmente conhecido como gagueira, e o mas engraçado é que somente quando ele está ensinando, a gagueira desaparece, e suas palavras fluem naturalmente. É, ser professor deve ter algo de dom, misturado com dedicação e carisma. Uma função única, ímpar, especial, que infelizmente no Brasil, é tão desvalorizada. Poucos são os professores que levamos em nosso coração pela vida toda, com um carinho sincero, e com ares de admiração. Ser professor não deve ser uma tarefa fácil. quarta-feira, 4 de maio de 2011
Para Sempre Los Hermanos
Desde 2007 os fãs de Los Hermanos estão órfãos. Época em que a banda resolveu dar um “hiato” por tempo indeterminado. Lá se vão quatro anos e os integrantes Rodrigo Amarante, Marcelo Camelo, Bruno Medina e Rodrigo Barba seguiram os seus caminhos, separados um do outro.Com talento de sobra e fazendo um som bem mais soft, do que as pegadas um pouco diferente dos Hermanos, Camelo, acaba de lançar seu 2º álbum em carreira solo: Toque Dela. O 1º chamado “Sou” foi gravado em novembro de 2007. Já Rodrigo Amarante, depois do término, se juntou com um monte de artista talentoso, e dedicou-se a Orquestra Imperial, banda que regravou clássicos do samba brasileiro. Depois, surpreendeu mais uma vez, unindo-se ao baterista dos Strokes, Fabrizio Moretti, e a namorada dele, Binki Shapiro para formar o Little Joy.
Com pegadas de surfsusic e do rock undergroud, o único disco que eles lançaram, foi bem aceito pela crítica e pelos fãs. Os outros barbudos, o tecladista Bruno Medina e o baterista Rodrigo Barba estão sempre ligados ao mundo alternativo da música, e continuam produzindo coisas novas.
Contudo, a verdade é uma só: os fãs de Los Hermanos vivem do saudosismo. Continuam atrelados aos velhos sucessos da banda “Último romance”; “A flor”; “O velho e o moço”; “Sentimental”, e várias outras canções. E a banda (ou ex-banda, ou ainda pode ser uma banda), de vez em quando dá um agradinho aos fãs. A mais expressiva foi quando abriram o show do Radiohead no Brasil, em março de 2009, no Rio de Janeiro.
Fenômeno
É difícil entender o fenômeno hermanístico, criou-se uma legião de pessoas que defendem com unhas e dentes a banda. Pois, para eles esse foi o único grupo musical do final dos anos 90 que trouxe uma cara nova ao rock nacional. Talvez, desde Legião Urbana não se via fãs tão fervorosos no Brasil. Mas, os barbas grandes têm uma diferença: assim como se vê o fanatismo, se vê também o descrédito. É tipo aquela história do “ame ou deixe”, ou gosta muito, ou odeia, sem meio termo.
É provável que isso aconteça por causa da peculiaridade do som. A voz rouca, quase de porre, do Amarante, que contrasta com a voz mais melodiosa do Camelo. Os metais (trompete, saxofone), utilizados com uma linha mais melódica nas músicas. As letras cheias de metáforas, com um romantismo exacerbado, por vezes sofrido.
Também é difícil definir ao certo o estilo da banda. “Los Hermanos”; “Bloco do eu sozinho”; “Ventura” e “4”, foram seus quatro CDs de estúdio, e cada um com uma linha musical diferente, uma mistura de MPB, samba, rock, e nos primeiros álbuns uma pitada de hardcore. No entanto, definições não importam nem para os músicos nem para os fãs dos Hermanos.
O que importa é mesmo o extasse ao ouvir aqueles velhos versos “... até quem me vê lendo o jornal, na fila do pão, sabe que eu te encontrei...”; ou a batida forte do “quem sabe o que é ter e perder alguém sente a dor que eu sentir”; ou até mesmo a tão discriminada, coitada “Oh Ana Júlia....” ; que por sinal foi regravada pelo ex-beatle George Harrison.
Posso até está sendo hiperbólica, mas para milhares de fãs, Los Hermanos, marcaram uma geração. Uma geração que ansiava, e ainda ânsia, por ídolos. Uma geração que vive ouvindo os discos de seus pais dos anos 60, e contraditoriamente, baixando álbuns de bandas independentes. Uma geração que viveu intensamente a época dos Hermanos. E ainda vive. Pessoas que provavelmente viverão a época Los Hermanos - com eles voltando ou não - para sempre.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Lamentos da alma
Todo dia acorda querendo fazer algo diferente e acaba fazendo tudo igual.
Vai para o mesmo lugar todas as tardes fazer a mesma coisa.
Pega na mesma hora qualquer ônibus lotado para ir pra faculdade.
Odeia ônibus lotado e odeia a faculdade.
Mas odeia a faculdade, apenas, por ter que pegar ônibus lotado pra chegar até ela.
Já está cansado de ter que ir pra lá todos os dias.
Só tem vontade de estudar alguma coisa de música e cinema.
Mas não tem mais ânimo pra fazer nada voltado para arte.
Porque nunca tem tempo para nada,
Já que está sempre fazendo o que não lhe dá prazer.
Está fazendo coisas apenas por dinheiro, o que era antes impensável para ele.
Odeia o dinheiro, porque o dinheiro é a causa de mortes,
desastres, dores, destruição e injustiça da humanidade.
E é a causa de fazermos o que não nós dá prazer, apenas para conseguir ele.
Mas precisa do dinheiro, justamente para não pensar em nada disso.
Adora dormir, mas odeio seus sonhos, que são sempre pesadelos,
É raro dormir e sonhar com coisa boa.
Precisa mudar de vida, e faz tudo para que isso aconteça.
Mas até agora, nada aconteceu.
Já cansou de perder, por isso, parou de tentar.
Mas sonha, sonha muito, quando voltar a tentar de novo.
Espera conseguir algo de bom.
(fim)