Raissa Lennon

Raissa Lennon
"siga seus próprios sonhos, porque ninguém pode viver o sonho do outro"

domingo, 4 de setembro de 2011

Sobre chorar

Quem nunca se trancou no quarto com raiva da vida e desabou em lágrimas? Quem nunca chorou por alguém? Quem nunca tentou de todo modo controlar mais não conseguindo chorou de emoção?
Alguns mais, outros menos, mas a verdade é que todos já choraram por alguma razão.

Pessoas emotivas, como eu, choram constantemente. É como se fosse um ato de descarregar algum sentimento incontrolável. Desde a infância, sempre chorei muito, infelizmente, pois odeio isso. É como uma fraqueza, uma fragilidade que é maior do que nós. No entanto, chorar não é sinônimo de fraqueza.

As vezes é bom chorar. Quando sofremos, essa é a melhor forma de extravasar a amargura do nosso coração. Imagino pessoas que tenham dificuldades para chorar, devem guardar mágoas eternas dentro de si, ressentimentos e tristezas.

Chorar é demonstrar emoção. Tem músicas, por exemplo, que o choro é inevitável de tão belas. Filmes que de tão tocantes a emoção é certa. Chorar ao ler uma linda cata de amor dedicada a você. Chorar com palavras de afeto. Chorar por conta da realização de um sonho. Chorar por causa de "eu te amo", faz sem dúvidas a vida florescer a nossa volta.

Claro que, quando o choro é de amargura dói, dói muito. Já chorei até meus olhos ficarem inchados e vermelhos. Chorei que quase alaga a cidade inteira. Mas depois passa, e nasce um novo dia. E a gente pensa que a vida é isso mesmo. A história é lavar o rosto, enxugar as lágrimas e seguir em frente.

domingo, 21 de agosto de 2011

Contudo, amo você

Mesmo com tanta loucura, tanto ciúme, tantos medos, receios, tanto exagero. Sim, eu adoro ter você.
Mesmo com tanta inveja, maldade, estupidez, mesmo com tanta embriaguez. Sim, eu adoro ter você.
Mesmo com tantas chatices, com tanta rotina, com tanto trabalho, estudo, cansaço. Sim, eu adoro ter você.
Mesmo que estaguine, mesmo que mude, mesmo que pese, mesmo que doa,
Mesmo com tudo, com tudo mesmo que possa ferir e magoar.
Mesmo até que você não esteja aqui
você me compra apenas com sorriso, ou com um beijo seu.
Com um olhar, com um perdão, com sua forma particular de amar.

(Em homenagem ao #Diamundialdafotografia : Foto acima tirada por Robert Doisneau, em 1950)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Sonhos e a pior doença do amor

Quando sonho vejo demônios em minha volta. É algo de mim já, que tento me acostumar. Geralmente tenho pesadelos com a morte de pessoas que amo. Ou com minha própria morte. Certa vez, sonhei que me apunhalavam na barriga e saía muito sangue. Acho que devo está vendo muitos filmes do Robert Rodriguez e Quentin Tarantino.
Isso só não acontece quando estou ao lado dele. Quando estou ao seu lado, pode ser a pior cama do mundo, o pior lugar do mundo, mas sempre durmo bem. Não tenho pesadelos e nem sonhos,  e se tenho, não lembro. Apenas durmo como um anjo, como se deve dormir. Acho que me sinto protegida demais para sonhar com a minha própria morte. É como se nada pudesse me atingir. 
Uma insônia me persegue quando estou sozinha. Olho para o teto, para o Panda e para minha janela. Estou me acostumando mal, por estar sempre ao seu lado. Segundo o professor Benjamin Schianberg, a possessividade é a pior de todas as doenças do amor. É, estou lendo muito Marçal Aquino também. A ficção começa a se misturar com a realidade. 
As vezes acho que tenho medo da minha própria realidade. Isso deve acontecer com pessoas que amam demais. Meus pesadelos são apenas castigos a mim mesmo, por querer ser feliz. Será? Como uma altoflagelação. Independente dos sonhos, o melhor de tudo e poder abrir os olhos e ver que ele está ao meu lado, até quando está longe.

Companheiros